Fux assume a presidência da Segunda Turma do STF em agosto e a mudança já está movimentando os bastidores de Brasília. Embora os ministros continuem os mesmos, o novo presidente passa a ter o poder de definir a pauta dos julgamentos, ou seja, decidir quando determinados processos serão analisados.
No caso das investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master, a troca é vista por alguns analistas como uma possível complicação para o empresário. Isso porque Luiz Fux tem acompanhado o relator André Mendonça em julgamentos importantes ligados ao caso, enquanto Gilmar Mendes vinha sendo apontado como a principal voz divergente dentro da Turma.
Na prática, a mudança não altera os votos dos ministros, mas pode influenciar o ritmo e a condução dos processos. Por isso, a chegada de Fux ao comando da Segunda Turma está sendo observada com atenção por advogados, investidores e envolvidos nas investigações.
É justamente esse cenário que levou parte dos observadores políticos e jurídicos a enxergar a troca de comando como uma notícia potencialmente desfavorável para Vorcaro e para setores da esquerda que acompanhavam de perto a atuação de Gilmar Mendes nos julgamentos.







