A Justiça paulista vai examinar um processo de improbidade administrativa movido pelo Ministério Público contra Anderson Farias, prefeito de São José dos Campos, e a servidora municipal Milena Guimarães Coelho.
Conforme o MP/SP, a apuração se concentra em várias nomeações para posições de confiança que, supostamente, aconteceram em meio a um relacionamento amoroso entre o prefeito e a funcionária. A servidora, que ingressou por concurso como enfermeira, assumiu cargos importantes na gestão municipal nos últimos anos, incluindo postos na saúde, participação em órgão de recursos e no Conselho de Administração da Urbam, empresa de serviços urbanos.
A acusação do Ministério Público é que o vínculo afetivo teria influenciado as decisões administrativas, caracterizando o que a promotoria denominou de “nepotismo afetivo”. Algumas dessas nomeações, conforme o processo, foram formalizadas diretamente pelo prefeito. Para o MP, esses atos podem configurar uma quebra dos princípios de impessoalidade e moralidade na administração pública.
Além do reconhecimento da improbidade, o MP solicitou sanções como multa, suspensão de direitos políticos e proibição de contratar com o setor público. A promotoria também pediu diligências investigativas, como o acesso a dados de localização e a quebra de sigilo.







