A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a ampliação do programa Tolerância Zero contra a Exploração Irregular do Espaço Público, que prevê o uso de drones, câmeras de monitoramento e centenas de agentes para reforçar a fiscalização sobre o comércio ambulante em áreas da cidade, especialmente na orla da Zona Sul.
Segundo a administração municipal, a operação contará com 320 agentes por dia, além de drones e monitoramento em 69 pontos estratégicos. O objetivo declarado é combater a exploração ilegal do espaço público, desarticular estruturas ligadas ao crime organizado e identificar depósitos clandestinos utilizados para armazenar mercadorias irregulares. A prefeitura afirma que a fiscalização não é direcionada aos ambulantes regularmente autorizados.
O anúncio provocou reações entre trabalhadores informais. Camelôs realizaram um protesto em frente à sede da prefeitura, alegando que as medidas prejudicam quem depende da atividade para sobreviver e pedindo maior diálogo com o poder público. Representantes da categoria afirmam que defendem a fiscalização de irregularidades, mas cobram a regularização de trabalhadores que aguardam autorização para atuar legalmente há vários anos.
Nas redes sociais, a iniciativa também gerou debates. Enquanto alguns internautas defenderam o uso da tecnologia para organizar o espaço urbano, outros criticaram a prioridade dada à fiscalização de ambulantes, argumentando que equipamentos como drones poderiam ser empregados de forma mais intensa no combate ao crime organizado, que também faz uso dessa tecnologia em algumas comunidades do estado.







