Uma mulher que se apresenta como universitária provocou discussão nas redes sociais após publicar no Threads uma crítica à adoção de cotas destinadas a pessoas trans em instituições de ensino.
“Agora tem cotas para trans, isso é preguiça de estudar? Bolsa de estudos para pobres, ok, mas cotas porque é trans, aí já passou dos limites, né?”, escreveu.
A publicação repercutiu ao questionar os critérios utilizados em políticas de ações afirmativas. Na avaliação apresentada pela autora, benefícios educacionais deveriam priorizar principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, independentemente de identidade de gênero.
As cotas para pessoas trans já foram adotadas por algumas universidades brasileiras, especialmente em processos seletivos específicos, cursos de graduação ou pós-graduação. As instituições que implementam essas políticas argumentam que a população trans enfrenta obstáculos sociais e educacionais que justificariam medidas destinadas a ampliar seu acesso ao ensino superior.
Por outro lado, políticas desse tipo também provocam discussões sobre quais critérios devem ser utilizados para definir quem terá acesso a vagas reservadas. Entre os argumentos apresentados por críticos estão a preferência por critérios exclusivamente socioeconômicos e o questionamento sobre a ampliação das modalidades de ações afirmativas.
O comentário da universitária se insere justamente nesse debate e dividiu opiniões nas redes sociais, entre pessoas favoráveis às políticas de inclusão para pessoas trans e aquelas que defendem que benefícios educacionais sejam determinados prioritariamente pela condição financeira do candidato.







