O Partido Novo foi a única legenda a contestar publicamente o resultado das eleições presidenciais de 2026, que confirmaram a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (29), enquanto a maioria dos partidos reconheceu a vitória do petista, o Novo adotou uma posição contrária e anunciou que buscará na Justiça Eleitoral a cassação da chapa vencedora.
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que o resultado das eleições seria a prova de que o Brasil “não é uma democracia”. O dirigente acusou o PT de utilizar a máquina pública e o Supremo Tribunal Federal (STF) para permanecer no poder. Ribeiro também declarou que a legenda apresentou três ações judiciais pedindo a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin. As acusações representam a posição do partido e ainda dependem de análise judicial.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%. O resultado foi anunciado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Mesmo partidos que apoiaram Flávio Bolsonaro, como PL, União Brasil, Republicanos e Podemos, reconheceram oficialmente o resultado das urnas.
Até está quinta-feira (29), cinco legendas — Progressistas, Agir, Mobiliza, Solidariedade e PRD — ainda não haviam se manifestado publicamente sobre a reeleição. O Novo, por sua vez, foi o único partido identificado no levantamento que manifestou contestação explícita ao resultado. Apesar dos questionamentos, a Justiça Eleitoral mantém a vitória de Lula oficialmente proclamada, sem decisão que altere o resultado.
Fontes: Times Brasil/CNBC, Terra, Metrópoles, Exame e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).







