Uma nova revelação envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, trouxe novamente o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o centro das discussões sobre as relações do banqueiro com autoridades brasileiras.
Segundo reportagem publicada pela revista Veja nesta quinta-feira (22), mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro indicam que ele encomendou uma raríssima garrafa de uísque Macallan 1945, avaliada em aproximadamente R$ 500 mil, com a intenção de presentear Lula.
A negociação aconteceu em outubro de 2024, quando Vorcaro buscava ampliar sua influência política em meio às dificuldades enfrentadas pelo Banco Master.
Em uma das mensagens, o empresário foi direto ao explicar o motivo da encomenda: “Preciso dar pro Lula”. O funcionário responsável pela busca encontrou uma garrafa avaliada em cerca de 80 mil euros, aproximadamente meio milhão de reais na cotação da época.
A escolha da bebida também chamou a atenção por um detalhe: 1945 é justamente o ano de nascimento do presidente Lula.
A revelação ganha ainda mais repercussão diante das investigações sobre o relacionamento de Vorcaro com integrantes do poder público. Reportagens anteriores da Veja descreveram supostos esquemas de pagamentos milionários, festas luxuosas e encontros com mulheres contratadas como parte das estratégias utilizadas pelo banqueiro para se aproximar de pessoas influentes.
No caso de Lula, a reportagem aponta a tentativa de agradar o presidente com um presente de valor extraordinário.
Outro detalhe é uma mensagem enviada em janeiro de 2025 pelo advogado Walfrido Warde, que afirmou a Vorcaro que Lula havia agradecido pelo uísque e enviado um abraço.
Apesar disso, o Palácio do Planalto negou que Lula tenha recebido o presente. Questionado anteriormente sobre o assunto, o presidente afirmou não se lembrar de ter recebido a bebida e declarou: “Se me deu uísque, já bebi”.
As mensagens documentam a encomenda e o relato do advogado, mas não comprovam, por si só, que Lula recebeu pessoalmente a garrafa ou ofereceu qualquer favorecimento ao banqueiro.
O episódio levanta questionamentos sobre a relação entre empresários investigados e autoridades públicas, especialmente quando envolve presentes de valores tão elevados.
E você, o que acha? Um presente de R$ 500 mil destinado a um presidente deve ser investigado?







