Juliana Maria Teixeira da Costa, vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, morreu aos 40 anos em um acidente de carro neste sábado (26). A morte foi confirmada pela Prefeitura, que informou que ela deixa dois filhos.
A história que tornou Juliana conhecida nacionalmente, porém, envolve uma investigação do Ministério Público de São Paulo. Ela era acusada de usar R$ 41,2 mil em dinheiro público para pagar um suposto trabalho de “amarração amorosa”.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o ritual teria como objetivo manter um relacionamento amoroso entre Juliana e Lauro Olegário da Silva Filho, então coordenador municipal de Saúde. Ele era casado, e a acusação aponta que o trabalho espiritual teria sido feito para afastá-lo da esposa e mantê-lo em um relacionamento com a vice-prefeita.
O dinheiro teria passado por uma empresa que tinha contratos com a Prefeitura e, depois, sido repassado para uma mentora espiritual. A investigação apontou que os R$ 41,2 mil teriam sido apresentados como pagamento por serviços de saúde, embora, segundo o Ministério Público, o valor tenha sido usado para outra finalidade.
Juliana e outros envolvidos foram denunciados, e ela estava afastada do cargo desde agosto de 2025. As acusações ainda eram discutidas na Justiça, e a defesa da vice-prefeita negava as acusações, afirmando que ela era alvo de informações falsas e de uma tentativa de extorsão.
A Prefeitura de Ribeira lamentou a morte e afirmou que Juliana deixa dois filhos.







