Uma adolescente de 13 anos, moradora de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, corre o risco de ter seu tratamento contra o câncer interrompido depois que a União recorreu da decisão judicial que determinava o fornecimento de um medicamento de alto custo.
Maria Isabela Budske foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin em janeiro de 2025 e passou por um transplante de medula em maio. A equipe médica indicou o uso do brentuximabe vedotina, uma imunoterapia utilizada em casos específicos da doença, mas que não está disponível regularmente pelo Sistema Único de Saúde.
A família conseguiu inicialmente uma decisão judicial obrigando a União a fornecer o medicamento. No entanto, após recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União, um desembargador suspendeu os efeitos da sentença. Com isso, a adolescente ficou sem previsão de receber as próximas doses pelo poder público.
Segundo a mãe, Daniela Cristina Foss Schmidt, médicos da própria junta médica da União teriam reconhecido, com base nos exames apresentados, que a adolescente necessita do tratamento. Mesmo assim, a decisão favorável foi suspensa enquanto o recurso aguarda nova análise.
Maria Isabela ainda precisa de seis doses, e cada aplicação custa aproximadamente R$ 38 mil. A próxima deveria ser administrada até 19 de agosto para evitar a interrupção do tratamento. Diante da demora judicial, familiares e amigos retomaram uma campanha de arrecadação.
A família prepara um novo pedido à Justiça, acompanhado de relatórios médicos detalhados. Até o momento, não foi localizada uma manifestação específica da AGU explicando publicamente os fundamentos do recurso neste caso.
Fonte: OCP News e Rádio Clube 88.







