Durante a ditadura de Nicolás Maduro, a Venezuela enfrentou uma crise humanitária profunda, com falta de alimentos e perda total do poder de compra da população. Em meio à escassez, a ONG Provea relatou que venezuelanos chegaram a consumir produtos destinados a animais, como comida para cães e ração para galinhas, por não terem acesso a alimentos básicos.
Inspeções em supermercados de Caracas identificaram a venda de embutidos feitos para pets no lugar de carne comum. Pessoas entrevistadas relataram preparar esses produtos misturados com arroz ou ovos para disfarçar o sabor, apesar dos riscos à saúde, já que eram produzidos com restos impróprios para consumo humano e sem padrões sanitários adequados.
A hiperinflação e os salários irrisórios agravaram ainda mais o cenário, tornando itens essenciais inacessíveis para milhões de pessoas. A fome levou a protestos, confrontos e mortes em várias regiões do país, evidenciando o colapso econômico e social imposto pelo regime, no qual a sobrevivência diária se tornou um desafio extremo.





