Em 1989, o Brasil voltou a escolher o presidente pelo voto direto pela primeira vez desde 1960. O país estava saindo da ditadura militar, enfrentava uma inflação muito alta e a população tinha esperança de um novo começo para a democracia.
A eleição teve 22 candidatos, o maior número da história até então. Entre eles estavam Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que era ligado aos sindicatos e aos movimentos sociais, e Ronaldo Caiado, do PSD, que defendia ideias mais conservadoras e o agronegócio. Desde aquela época, os dois já estavam em lados opostos da política.
No segundo turno, Lula enfrentou Fernando Collor. Collor venceu a eleição e se tornou o primeiro presidente escolhido pelo voto direto após a redemocratização. Porém, seu governo terminou três anos depois, quando ele sofreu impeachment.
Quase quatro décadas depois, Lula e Caiado continuam em lados opostos. Lula, hoje presidente da República, deve disputar a reeleição pelo PT. Já Caiado, governador de Goiás, tenta viabilizar sua candidatura à Presidência pelo União Brasil.
O que chama a atenção é que, depois de quase 40 anos, alguns dos principais nomes da política brasileira continuam sendo os mesmos. Enquanto o país mudou em várias áreas e novas gerações surgiram, a política ainda é marcada por figuras que já disputavam eleições no fim dos anos 1980.
Ter experiência é importante, mas a democracia também se fortalece quando surgem novas lideranças, novas ideias e mais renovação na política.







