Uma técnica inovadora, que envolve a fixação de um filme adesivo translúcido, mas com propriedade refletora, sobre certos dígitos da identificação veicular, promete complicar a vigilância eletrônica. Em cenários comuns de luminosidade, a numeração parece integral e clara. Contudo, sob incidência direta de luz e quando focalizada por um smartphone, o numeral ocultado pelo material desaparece, dificultando o reconhecimento.
Vendedores do item asseguram sua eficácia tanto nos modelos Mercosul quanto nas antigas chapas cinzas brasileiras. Apesar das afirmações comerciais, o Departamento de Trânsito estadual enfatiza que, mesmo que os números aparentem ser nítidos a olho nu, qualquer alteração que impeça a leitura adequada da placa é considerada ilegal e representa uma violação das leis de trânsito.
Conforme o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro, dirigir um veículo com a placa em condições precárias de leitura ou visibilidade configura uma infração de natureza gravíssima. A sanção inclui a aplicação de sete pontos na CNH e uma autuação de R$ 293,47. O órgão ainda adverte que tanto os fiscais de trânsito quanto a Polícia Militar estão vigilantes a essa conduta, ressaltando a relevância da fiscalização para assegurar a adesão às regulamentações, a proteção e a manutenção da vida.







