O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil acompanhado da família após a derrota nas eleições presidenciais e seguiu para os Estados Unidos. Segundo aliados, a decisão não teria sido uma escolha voluntária, mas uma medida considerada necessária diante do temor de uma possível prisão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Pessoas próximas ao parlamentar afirmam que ele não enxergava outra alternativa para preservar sua liberdade.
A saída ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes determinar a retenção dos passaportes do senador. Parlamentares da oposição classificaram a medida como uma suposta perseguição política e questionaram os limites da atuação do Judiciário. Para esses aliados, o episódio representa um sinal preocupante sobre a liberdade de atuação de políticos que fazem oposição ao governo Lula e a decisões do STF.
Nos Estados Unidos, a expectativa entre apoiadores é de que Flávio continue denunciando o que considera abusos e arbitrariedades das instituições brasileiras. Segundo informações da CNN Brasil, aliados afirmam que integrantes do governo de Donald Trump apoiaram sua saída e sinalizaram a possibilidade de conceder asilo político. O próprio presidente norte-americano declarou publicamente que aprova a chegada do senador ao país.
O episódio reacende uma discussão sobre os limites do poder judicial, o direito de defesa e a liberdade da oposição política no Brasil. Embora aliados afirmem que Flávio poderia ser preso caso permanecesse no país, não há confirmação de que existisse uma ordem de prisão contra ele. O STF sustenta que suas decisões ocorrem no âmbito de investigações judiciais, enquanto integrantes da oposição questionam a proporcionalidade das medidas e cobram garantias de que divergências políticas não resultem em perseguição institucional.







