Uma reportagem publicada pela Revista Oeste afirma que ministros do Supremo Tribunal Federal enxergam uma articulação de uma ala da Corte, associada a Gilmar Mendes, para criar caminhos jurídicos que poderiam ser utilizados para contestar uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial. Segundo a revista, três ministros ouvidos sob reserva avaliam que decisões recentes estariam formando precedentes para que determinadas controvérsias eleitorais cheguem ao STF mesmo quando ainda estão sob análise do TSE.
A tensão entre integrantes do STF e a atual direção do TSE não é relatada apenas pela Oeste. Reportagem da Folha de S.Paulo já havia registrado, em junho, que uma ala do Supremo pretendia atuar como espécie de instância revisora de decisões eleitorais durante a gestão de Nunes Marques. Mais recentemente, decisões conflitantes envolvendo ministros do STF e do TSE ampliaram o embate institucional às vésperas da votação.
A própria reportagem da Oeste, porém, ressalta que não há comprovação de uma decisão já tomada para impedir a posse de Flávio Bolsonaro nem de uma operação coordenada para anular a eleição. O que as fontes da revista alegam é que estariam sendo construídos argumentos e vias processuais que poderiam ser acionados depois das urnas, dependendo do resultado. Nunes Marques, presidente do TSE, afirmou ao assumir o cargo que a democracia deve continuar sendo definida pela “vontade livre e soberana do povo brasileiro”.
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