O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, deu prazo de 24 horas para que plataformas digitais apresentem informações sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones.
A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que quer esclarecer se houve atuação coordenada nas redes sociais para ampliar a divulgação de conteúdos políticos durante a campanha eleitoral.
A Meta, responsável pelo WhatsApp, Facebook e Instagram, deverá apresentar um relatório sobre a movimentação do canal, incluindo o alcance das publicações, o compartilhamento de mensagens, possíveis ações coordenadas entre contas e a existência de impulsionamento pago.
Google e X também receberam prazo de 24 horas para informar se identificaram ações coordenadas para ampliar a circulação de termos e hashtags relacionados ao caso.
Enquanto isso, a própria defesa de Lula pediu ao TSE que o canal seja retirado do registro oficial da candidatura. Os advogados argumentam que o espaço é administrado por Janones e não faz parte da estrutura formal da campanha petista.
A defesa afirma que o canal não recebe recursos nem orientação direta da campanha. O pedido, portanto, é para retirar o vínculo formal do canal com o registro eleitoral, e não uma nova ordem para excluí-lo do WhatsApp.
O caso segue em análise na Justiça Eleitoral, em meio à disputa sobre os limites da atuação de grupos de apoiadores nas redes sociais durante as eleições.







