O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, concedeu o green card não apenas ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), mas também à esposa dele, Heloísa Bolsonaro, e aos dois filhos do casal, Geórgia e Jair Henrique. A informação foi revelada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e confirmada pelo Metrópoles.
Segundo interlocutores de Eduardo Bolsonaro, os documentos foram concedidos no início de julho de 2026. O green card garante aos beneficiários o direito de residir, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado. Após cinco anos como residentes permanentes, a família poderá solicitar a cidadania americana, desde que cumpra os requisitos previstos na legislação dos EUA.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, quando se mudou com a família após se tornar alvo de processos no Supremo Tribunal Federal (STF). Desde então, ele passou a atuar politicamente a partir do exterior e tem mantido interlocução com autoridades e lideranças conservadoras americanas.
A concessão do green card também tem repercussões jurídicas. Embora o documento não conceda imunidade nem impeça eventual cooperação entre Brasil e Estados Unidos, qualquer medida para localizar, deter ou extraditar um residente permanente que esteja em território americano depende da análise e da colaboração das autoridades dos Estados Unidos, seguindo tratados internacionais, a legislação americana e decisões do Poder Judiciário daquele país.
O caso repercutiu intensamente nas redes sociais e no meio político, reacendendo o debate sobre as relações entre os governos brasileiro e americano, bem como sobre os desdobramentos jurídicos envolvendo o ex-deputado.







