Um tribunal trabalhista do Reino Unido decidiu a favor de um grupo de enfermeiras cristãs que contestou a política de um hospital do NHS (o sistema público de saúde britânico) que permitia que uma colega trans utilizasse o vestiário feminino. A decisão concluiu que a política adotada pelo hospital submeteu as profissionais a um ambiente “hostil, humilhante e degradante”, violando sua dignidade.
O caso foi movido por enfermeiras do Darlington Memorial Hospital, administrado pelo County Durham and Darlington NHS Foundation Trust. Segundo o tribunal, embora pessoas trans sejam protegidas contra discriminação pela legislação britânica, essa proteção não cria automaticamente um direito de utilizar espaços exclusivos do sexo oposto, como vestiários femininos. Os juízes também entenderam que a política do hospital, ao permitir o acesso de pessoas do sexo masculino que se identificam como mulheres ao vestiário feminino, contrariava a legislação sobre instalações separadas por sexo em determinadas situações.
A decisão determinou que as enfermeiras sofreram discriminação indireta com base no sexo e, em parte, assédio. Posteriormente, o NHS firmou um acordo com as profissionais, pediu desculpas formalmente e informou que passou a adotar instalações unissex adicionais, mantendo os espaços exclusivos separados com base no sexo biológico.
A notícia ganhou repercussão por ocorrer após decisões recentes da Justiça britânica sobre a interpretação da Equality Act 2010 e o uso de espaços exclusivos por sexo, tema que continua sendo objeto de intenso debate jurídico e político no Reino Unido.







