A travesti mineira Tiana Cardeal, apontada como a mais velha do Brasil, foi homenageada em Minas Gerais com uma Moção de Aplausos. A homenagem, segundo a reportagem do Metrópoles, reconhece sua trajetória de vida e sua representatividade para a população trans.
Nas redes sociais, porém, a honraria gerou críticas. Internautas questionaram o critério usado para homenagens públicas e afirmaram que o Brasil ignora mulheres que fazem descobertas de grande impacto para a ciência e para a saúde.
Entre os nomes citados está o da pesquisadora brasileira Tatiana Sampaio, da UFRJ, responsável pelos estudos com a polilaminina, molécula derivada da laminina da placenta. A substância atua como uma espécie de ponte estrutural, estimulando o crescimento dos axônios e ajudando neurônios sobreviventes a refazer caminhos em casos de lesão medular.
Apesar dos resultados promissores, a própria pesquisadora já esclareceu que a polilaminina não deve ser tratada como uma “cura mágica” universal. Em casos de lesões graves, com perda profunda de células nervosas, a substância não repõe neurônios mortos e pode exigir associação com outras terapias.
A crítica dos internautas, portanto, não se limita à homenagem em si, mas ao contraste de prioridades: enquanto figuras simbólicas recebem reconhecimento público, cientistas brasileiras que dedicam décadas a pesquisas capazes de mudar vidas seguem pouco conhecidas pela maioria da população.







