A intensificação das viagens nacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente durante o período eleitoral, passou a provocar críticas nas redes sociais. Internautas acusam o petista de buscar uma reaproximação com a população mais humilde somente quando precisa renovar seu apoio nas urnas.
A reação ocorre após um mandato marcado por numerosas viagens oficiais dentro e fora do Brasil. Em 2025, as missões internacionais ligadas às agendas presidenciais custaram cerca de R$ 44 milhões, dos quais aproximadamente R$ 18 milhões foram destinados à hospedagem das comitivas. Paris e Nova York apareceram entre os destinos mais caros. Os valores não representam apenas despesas pessoais de Lula e Janja, mas os custos das equipes, autoridades e servidores mobilizados nas missões oficiais.
Nos dois primeiros anos do atual governo, as despesas de toda a administração federal com viagens oficiais ultrapassaram R$ 4,5 bilhões. A comparação com o governo anterior, porém, precisa considerar que parte do mandato de Jair Bolsonaro ocorreu durante a pandemia, período em que deslocamentos nacionais e internacionais foram drasticamente reduzidos.
Com a aproximação das eleições de 2026, Lula ampliou sua presença em eventos pelo país. Em 2025, foram registradas 68 viagens nacionais, incluindo 13 deslocamentos ao Nordeste. Já em 2026, o presidente concentrou parte significativa da agenda nos maiores colégios eleitorais e passou a participar de visitas, entregas de obras e encontros com moradores. O Palácio do Planalto afirma que os compromissos são definidos de acordo com inaugurações, investimentos e cronogramas governamentais.
Nas redes sociais, entretanto, críticos questionaram por que a aproximação com comunidades pobres ganhou maior destaque justamente no período eleitoral. “Onde ele estava durante todo esse tempo?”, perguntou um usuário. Outros classificaram os abraços e fotografias como uma estratégia eleitoral, afirmando que a população humilde estaria sendo utilizada como cenário de campanha.
Embora as críticas expressem a insatisfação de parte dos internautas, não há comprovação de que todas as viagens recentes tenham como finalidade exclusiva a obtenção de votos. As agendas presidenciais incluem compromissos administrativos e partidários, que devem obedecer às restrições da legislação eleitoral.
Fonte: Portal da Transparência, Poder360, CNN Brasil, Folha de S.Paulo e Veja.







