A influenciadora Sophia Barclay, que se apresenta como uma mulher trans de direita e “anti-woke”, anunciou que pretende levar ao Congresso uma proposta para responsabilizar criminalmente movimentos e organizações que defendam a ideia de que “crianças trans existem”. A declaração foi divulgada em suas redes sociais e provocou forte repercussão entre apoiadores e críticos.
Sophia é pré-candidata a deputada federal por São Paulo e filiou-se ao Partido Liberal em abril de 2026. Ao anunciar sua entrada na legenda, afirmou que pretende combater pautas que, em sua avaliação, ameaçam valores familiares e expõem crianças a debates para os quais ainda não teriam maturidade.
Segundo publicações associadas à pré-candidata, sua proposta seria direcionada a grupos que promovam a identidade de gênero entre menores. Sophia argumenta que crianças devem ser protegidas de pressões políticas e sociais e que decisões relacionadas à transição ou à identidade de gênero não deveriam ser incentivadas durante a infância.
A iniciativa, porém, ainda não corresponde a um projeto de lei protocolado na Câmara dos Deputados, já que Sophia não exerce mandato parlamentar. Trata-se, até o momento, de uma promessa apresentada durante sua pré-campanha. Também não foram divulgados detalhes sobre quais condutas seriam criminalizadas, quais penas seriam aplicadas ou como a medida seria compatibilizada com a liberdade de expressão.
A declaração dividiu as redes sociais. Apoiadores elogiaram Sophia por criticar setores do próprio movimento LGBTQIA+, enquanto opositores afirmaram que a proposta poderia atingir famílias, profissionais e organizações que defendem o acolhimento de jovens com questões relacionadas à identidade de gênero.
Fonte: Congresso em Foco, Veja, UOL e publicações de Sophia Barclay nas redes sociais.







