A recente declaração de uma socióloga contratada pela Nike para comentar o novo uniforme da seleção brasileira causou polêmica e questionamentos sobre os limites do marketing com “causa social”. Segundo ela, o nome do país seria “tóxico” e, por isso, a partir de agora deveria ser chamado de “Brasa”.
Para críticos, a iniciativa representa uma tentativa artificial de impor um discurso ideológico em algo que deveria ser neutro e unir torcedores: o futebol. A mudança do nome, mesmo que simbólica, soa desconectada da realidade da população e demonstra como grandes marcas às vezes se aproveitam de tendências sociais para gerar publicidade, em vez de contribuir com debates concretos.
Especialistas em comunicação afirmam que ações desse tipo podem gerar mais rejeição do que engajamento, já que tocam em sentimentos de identidade nacional de forma forçada. Em vez de valorizar a história e a cultura do Brasil, o movimento transforma a seleção em palco para experimentos sociais, esquecendo que o futebol, para milhões, ainda é símbolo de orgulho e união.
A polêmica deixa claro que nem toda “desconstrução” é bem-vinda — principalmente quando vem embalada por estratégias de marketing milionárias que buscam repercussão, mas podem afastar o público que deveriam engajar.







