A Marinha informou ao Ministério da Defesa que o bloqueio de R$ 1,43 bilhão no Orçamento de 2026 pode comprometer, aos poucos, sua capacidade de combater crimes nas águas brasileiras e de proteger a soberania do país.
Segundo a Força, as operações continuam acontecendo normalmente por enquanto. No entanto, se o bloqueio dos recursos continuar, poderá haver redução da presença da Marinha no mar e da capacidade de resposta contra crimes, como tráfico de drogas, contrabando e outras atividades ilegais.
O corte também atinge programas importantes, como a construção de submarinos, navios-patrulha, compra de mísseis, manutenção da frota e pesquisas científicas na Antártica.
Além disso, alguns projetos já foram reduzidos, adiados ou reprogramados, incluindo a construção de novos navios, melhorias em bases navais e a aquisição de equipamentos para os Fuzileiros Navais.
A Marinha alerta ainda que, caso a situação permaneça, poderá haver atraso em reparos de embarcações, dificuldade para repor munições e redução da disponibilidade de navios usados na fiscalização e na segurança da navegação.
Para tentar diminuir os impactos, a Força pediu ao Ministério da Defesa a recomposição total ou parcial dos recursos e afirmou que está priorizando a manutenção dos equipamentos, os contratos considerados essenciais e as operações de maior risco.







