O programa Gás do Povo, criado pelo Governo Federal para ampliar o acesso ao gás de cozinha para famílias de baixa renda, passou a provocar uma disputa entre fabricantes brasileiros de botijões e empresas que importam os recipientes da China.
Segundo dados divulgados pela Folha de S.Paulo, as importações de botijões chineses cresceram de forma expressiva. Em 2025, foram importadas cerca de 29 mil unidades durante todo o ano. Já no primeiro semestre de 2026, esse número chegou a 515 mil botijões, impulsionado pelo aumento da demanda gerada pelo programa.
Fabricantes nacionais afirmam que a entrada em grande escala de botijões importados pode prejudicar a indústria brasileira, reduzindo a produção local e afetando empregos no setor. Por outro lado, distribuidoras argumentam que a importação ajuda a suprir a demanda e pode reduzir custos, facilitando a expansão do programa.
O aumento das importações intensificou a concorrência entre os fabricantes brasileiros e os fornecedores estrangeiros, transformando o mercado de botijões em um novo ponto de debate sobre os impactos econômicos das políticas públicas voltadas ao acesso ao gás de cozinha.
– Jornal de Brasília



