Dias após denunciar que um trabalhador teria sido agredido por um gerente chinês na unidade da Midea em Pouso Alegre (MG), o Sindicato dos Metalúrgicos de Pouso Alegre e Região afirmou ter recebido uma série de novas denúncias sobre as condições de trabalho na fábrica.
Segundo a entidade, os relatos incluem casos de assédio moral, assédio sexual, cobrança excessiva por metas e restrições ao uso do banheiro. O sindicato afirma que, entre os episódios mais graves, uma funcionária teria urinado nas próprias roupas por não conseguir autorização para deixar o posto de trabalho, enquanto outra teria defecado nas vestimentas após também não conseguir ir ao banheiro.
A empresa, por sua vez, negou irregularidades e informou que as linhas de produção operam com um protocolo estruturado de pausas, garantindo dois intervalos durante a jornada e um sistema de funcionários de apoio para substituir operadores quando há necessidade de pausas adicionais.
A Midea também declarou que participa da comissão criada para acompanhar a apuração das denúncias e reiterou, em nota, que o respeito à dignidade, à saúde e ao bem-estar dos colaboradores é um dos pilares de suas operações.
Metrópole







