A Polícia Federal concluiu a primeira fase da Operação Sem Desconto e indiciou 48 pessoas suspeitas de participação em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. O relatório foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e agora caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir se apresenta denúncia ou solicita novas diligências.
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, conhecido como “Careca do INSS”, além de empresários e dirigentes de entidades associativas. Segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), o esquema teria operado entre 2019 e 2024, causando prejuízos estimados em até R$ 6,3 bilhões. As investigações apontam que aposentados e pensionistas tiveram descontos realizados sem autorização, por meio de associações que simulavam filiações para cobrar mensalidades.
Nas redes sociais, o caso provocou forte repercussão. Entre os comentários, um internauta questionou: “Será que um dia chega no Lulinha?” A frase viralizou após a divulgação da lista de indiciados. Até o momento, não há qualquer informação da Polícia Federal indicando que Luiz Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, tenha sido indiciado ou investigado neste inquérito. As investigações seguem em andamento, e a decisão sobre eventual apresentação de denúncia caberá à PGR.







