A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de proibir as bets em setembro de 2026 reacendeu nas redes sociais o debate sobre a postura adotada pelo próprio governo três anos antes. As apostas esportivas de quota fixa já haviam sido legalizadas em 2018, mas, em 2023, Lula sancionou a Lei nº 14.790, que estabeleceu novas regras para o setor e também passou a disciplinar os jogos on-line.
Críticos do governo passaram a questionar por que a administração optou naquele momento pela regulamentação, em vez da proibição. A explicação apresentada pelo Ministério da Fazenda é que as apostas esportivas já estavam legalizadas desde 2018 e que a regulamentação buscava controlar um mercado que operava sem fiscalização adequada, criando exigências de autorização, monitoramento e regras para as empresas.
O cenário mudou em 2026. Em 25 de setembro, Lula assinou a Medida Provisória nº 1.394, proibindo a exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets em todo o país. O governo justificou a mudança citando impactos relacionados ao vício, ao endividamento e à proteção das famílias. A mudança de posição entre regulamentar o setor em 2023 e proibi-lo em 2026 é justamente o ponto que agora alimenta os questionamentos nas redes sociais.







