As eleições de 2026 produziram três recordes femininos em Santa Catarina. Ana Campagnolo (PL), Júlia Zanatta (PL) e Carol de Toni (PL) terminaram suas respectivas disputas com votações históricas no estado. O resultado chama atenção também por ocorrer em Santa Catarina, estado que já foi alvo de críticas e caracterizações políticas relacionadas ao conservadorismo e ao machismo — avaliações que são opinativas e variam conforme o interlocutor.
Na disputa pela Assembleia Legislativa, Ana Campagnolo foi reeleita com 387.523 votos, tornando-se a deputada estadual mais votada da história catarinense. Ela também terminou muito à frente da segunda colocada, Luciane Carminatti (PT), que recebeu 124.590 votos. A nova composição da Alesc terá cinco mulheres entre seus 40 deputados.
Para a Câmara dos Deputados, Júlia Zanatta conquistou 560.223 votos e estabeleceu o recorde de maior votação já registrada por um candidato a deputado federal em Santa Catarina. A parlamentar, eleita pela primeira vez em 2022 com 111.588 votos, multiplicou sua votação e garantiu mais quatro anos de mandato.
Já Carol de Toni deixou a Câmara para disputar o Senado e foi eleita com 2.694.918 votos, terminando na primeira colocação e registrando a maior votação para o Senado já alcançada em Santa Catarina. Carlos Bolsonaro (PL) conquistou a segunda vaga. Carol também se tornou a segunda mulher eleita senadora pelo estado.
Os três resultados colocam mulheres no centro de algumas das maiores votações da história eleitoral catarinense e mostram que, independentemente das interpretações políticas sobre o perfil conservador de Santa Catarina, as urnas de 2026 reservaram às candidatas femininas alguns dos principais recordes do estado.
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