Um caso registrado em Porto Velho (RO) teve uma reviravolta após a análise das provas pela Polícia Civil. Um motorista de aplicativo, de 27 anos, que havia sido preso sob suspeita de estupro, foi colocado em liberdade depois que imagens e áudios gravados pelo sistema interno de segurança do veículo indicaram, segundo a autoridade policial, que a relação sexual ocorreu de forma consensual.
Inicialmente, uma passageira de 22 anos afirmou à Polícia Militar que o motorista teria desviado o trajeto até um motel e a obrigado a manter relações sexuais. Com base no relato, o condutor foi localizado e encaminhado ao Departamento de Flagrantes. O motorista, no entanto, sempre sustentou que o ato havia sido consensual.
Na delegacia, o investigado apresentou os arquivos de vídeo e áudio registrados pelas câmeras do próprio automóvel. Após analisar o material, o delegado responsável concluiu que não havia elementos que configurassem o crime de estupro. Segundo o despacho policial, as gravações demonstrariam que a própria passageira propôs manter relações sexuais como forma de quitar o valor da corrida, sem indícios de coação ou ameaça. Diante disso, a prisão não foi ratificada e o motorista foi imediatamente colocado em liberdade.
Apesar da soltura, o caso continua sob investigação. A Polícia Civil determinou a juntada oficial das gravações do veículo, requisitou imagens do motel e informou que também irá apurar a conduta da passageira quanto à possível prática do crime de denunciação caluniosa, caso fique comprovado que a acusação foi falsa.







