O presidenciável Renan Santos afirmou que, caso seja eleito presidente da República, pretende interromper todos os acordos relacionados à exploração das chamadas terras raras no Brasil até que sejam revistas as condições estabelecidas pelo governo. A declaração foi publicada nas redes sociais e repercutiu entre apoiadores e críticos da política mineral brasileira.
Segundo Renan, sua proposta é “brecar absolutamente tudo” envolvendo as reservas de terras raras até que o país passe a exigir contrapartidas mais rigorosas das empresas interessadas. Entre elas, estariam a transferência de tecnologia, a industrialização em território nacional e a fabricação de componentes de alto valor agregado no Brasil, em vez da simples exportação da matéria-prima.
O presidenciável argumenta que o Brasil não deve repetir o modelo histórico de exportação de recursos naturais sem desenvolver sua própria indústria. Na avaliação dele, o acesso às reservas brasileiras deve estar condicionado à geração de empregos qualificados, à produção local e ao fortalecimento da cadeia tecnológica nacional.
As terras raras são um conjunto de minerais estratégicos utilizados na fabricação de baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos militares, semicondutores e diversos produtos de alta tecnologia. O Brasil possui uma das maiores reservas conhecidas desses minerais no mundo, o que tem despertado interesse de governos e empresas estrangeiras.
A proposta de Renan Santos se soma ao debate sobre a forma como o país deve explorar seus recursos minerais estratégicos, tema que ganhou ainda mais relevância diante da crescente disputa internacional por matérias-primas consideradas essenciais para a indústria de tecnologia e para a transição energética.
Fonte: RepubliqueBRA.







