O candidato à Presidência pelo Partido Missão, Renan Santos, voltou a gerar repercussão após defender, durante entrevista, que é necessário restabelecer o que chamou de “boa autoridade masculina” dentro das famílias. Segundo ele, a ausência da figura paterna estaria relacionada ao aumento da criminalidade e da violência, afirmando que o homem deve cumprir seu papel como pai e servir de referência para os filhos.
As declarações provocaram reações de jornalistas durante a entrevista e nas redes sociais, onde parte dos comentaristas classificou o discurso como machista e misógino. Questionado sobre um vídeo antigo em que dizia ser “machista”, Renan respondeu que a fala foi uma “provocação” e afirmou que sua defesa é da presença positiva do pai e da responsabilidade masculina dentro da família, negando que estivesse incentivando a inferiorização das mulheres.
Durante a entrevista, o candidato sustentou que estudos apontariam correlação entre a ausência de uma figura masculina de referência e maiores índices de envolvimento de jovens com a criminalidade. Também afirmou que a figura do “bom pai, do bom avô e de um bom homem de referência” faz falta na formação de muitos meninos. As declarações dividiram opiniões entre apoiadores, que defenderam a valorização da paternidade, e críticos, que entenderam que o discurso reforça estereótipos de gênero e desconsidera outras estruturas familiares.







