A deputada federal Érika Hilton apresentou um projeto que mira conteúdos associados ao chamado universo “red pill”, propondo impedir que esse tipo de material gere qualquer forma de monetização nas plataformas digitais. Embora o discurso oficial fale em combater ideias consideradas nocivas às mulheres, críticos afirmam que, na prática, a proposta avança para um modelo de silenciamento seletivo, atingindo principalmente homens que expressam opiniões.
O texto usa o rótulo “red pill” como justificativa central, mas opositores alertam que o conceito é amplo, subjetivo e elástico, o que abre margem para que qualquer fala masculina crítica ou fora do discurso dominante seja enquadrada e punida financeiramente. Para esses críticos, o projeto não combate crimes nem discursos ilegais, mas opiniões, transformando o corte de renda em instrumento de controle.
Punição pelo bolso
Na avaliação de parlamentares e especialistas contrários à proposta, retirar a monetização equivale a punir economicamente quem fala, criando um ambiente em que homens são desencorajados a se manifestar por medo de perder renda, alcance ou espaço nas plataformas. A crítica central é que, em vez de promover debate, a iniciativa estimula o silêncio forçado.
Eles apontam ainda que já existem leis para punir crimes como ameaça, injúria e incitação à violência. Criar um novo mecanismo focado em discurso, dizem, desloca o Estado do combate a ilícitos para a vigilância de ideias.
Liberdade de expressão em xeque
O projeto reacendeu o debate sobre liberdade de expressão e o papel do Estado na mediação do que pode ou não circular na internet. Para os críticos, ao usar um rótulo ideológico como base, a proposta não estabelece limites claros, o que pode resultar em perseguição econômica e censura indireta.
Enquanto apoiadores defendem que ninguém deveria lucrar com conteúdos considerados ofensivos, opositores veem na iniciativa mais um passo na tentativa de calar vozes masculinas, sob o argumento de proteção social. O embate promete se intensificar à medida que o texto avance no Congresso.








Totalmente de má fé esse titulo né