A Polícia Civil segue investigando um caso de supostos maus-tratos em uma creche municipal de Cerquilho, no interior de São Paulo, após uma professora ser apontada como principal suspeita de agredir crianças da unidade. O caso ganhou repercussão depois que um bebê sofreu duas fraturas na tíbia e, posteriormente, imagens de câmeras de segurança registraram episódios de violência contra outras crianças.
A investigação sobre a fratura do bebê havia sido arquivada inicialmente por falta de provas, já que a creche não possuía sistema de monitoramento e as versões apresentadas eram contraditórias. Após determinação da Polícia Civil, câmeras foram instaladas no berçário e as novas gravações mostraram uma funcionária, de 51 anos, supostamente empurrando bebês, dando tapas no rosto de uma criança de seis meses e pressionando um pano contra o rosto de outra, além de outras condutas que passaram a ser investigadas.
Com base nas imagens, a Polícia Civil instaurou um novo inquérito e solicitou a prisão preventiva da investigada. As autoridades também orientaram que país e responsáveis que suspeitassem de possíveis maus-tratos procurassem a delegacia para prestar depoimento e contribuir com as investigações.
Na madrugada de 1º de julho de 2026, a funcionária investigada foi encontrada morta em uma propriedade rural no município de Cesário Lange, cidade vizinha a Cerquilho. As circunstâncias da morte também passaram a ser apuradas pelas autoridades e, até o momento, não há divulgação oficial indicando relação entre o óbito e as investigações sobre os supostos maus-tratos.
Apesar da morte da principal investigada, a Polícia Civil informou que as apurações sobre os fatos ocorridos na creche continuam, com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias do caso e identificar eventual responsabilidade de outras pessoas, caso existam.







