Em 2021, Edson Fachin anulou as decisões da 13ª Vara Federal de Curitiba nos processos da Lava Jato contra Lula, ao concluir que aquele juízo não tinha competência para julgar os casos. A decisão foi posteriormente confirmada pelo plenário do STF por 8 votos a 3 e teve como consequência o restabelecimento dos direitos políticos de Lula, permitindo que ele voltasse a disputar eleições. Não há, porém, elemento que permita afirmar como fato que Fachin tomou a decisão com a finalidade de fazer Lula voltar à Presidência.
Agora, em setembro de 2026, Fachin determinou que as petições relacionadas às investigações sobre fraudes no INSS e ao Banco Master, que estavam sob relatoria de André Mendonça, fossem remetidas à Presidência do Supremo. Fachin também assumiu especificamente a relatoria da Petição 16.662, relacionada a informações sobre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. A medida paralisou decisões monocráticas nesses procedimentos enquanto o STF discute como ficará a condução dos casos.
A movimentação provocou questionamentos sobre a mudança de relatoria e a concentração dos processos justamente durante uma crise interna no Supremo. Há críticas políticas à decisão, enquanto o próprio STF sustenta que a medida decorre da necessidade de organizar procedimentos relacionados e submetê-los ao plenário. Por isso, chamar o episódio de “golpe” é uma interpretação política; o fato documentado é que Fachin retirou de Mendonça a condução da Pet 16.662 e levou os processos relacionados ao Master e ao INSS para a Presidência, sem encerrar as investigações.







