O empresário catarinense Juliano Martins, que ficou quase quatro meses preso durante as investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, fez um desabafo emocionante durante entrevista ao Estúdio JR, do Jornal Razão.
Segundo Juliano, ele sequer estava em Brasília no dia das manifestações e foi preso após compartilhar uma fotografia nas redes sociais. O empresário afirma que estava em São Paulo trabalhando quando ocorreram as invasões aos prédios dos Três Poderes.
Durante a entrevista, ele relatou momentos difíceis vividos na prisão. Segundo seu depoimento, o irmão morreu de infarto apenas dez dias após sua detenção. Cerca de três meses depois, ele também perdeu o pai, de quem cuidava antes de ser preso.
Juliano também criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, responsável pela ordem de prisão, e declarou: “Eu não tenho medo do Alexandre de Moraes”.
Apesar de afirmar que sua prisão ocorreu por causa de uma fotografia, a investigação da Polícia Federal também apontou suspeitas de participação na organização de caravanas e publicações convocando manifestantes.
Em 2024, Juliano tornou-se réu por incitação ao crime e associação criminosa. Posteriormente, firmou um acordo de não persecução penal com a Procuradoria-Geral da República, cumprindo 150 horas de serviços comunitários, pagando R$ 5 mil e participando de um curso sobre democracia.
Em setembro de 2025, após o cumprimento do acordo, o STF extinguiu sua punibilidade e arquivou o processo, sem condenação ou absolvição.
O caso voltou a ganhar repercussão com o depoimento do empresário, que questiona as circunstâncias de sua prisão e relata as perdas familiares enfrentadas durante o período em que esteve detido.
Fontes: Jornal Razão (Estúdio JR), Metrópoles e Supremo Tribunal Federal (AP 2499).



