Após diversos influenciadores e comentaristas identificados com a esquerda criticarem publicamente as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, internautas passaram a questionar nas redes sociais por que muitos desses mesmos perfis não demonstraram a mesma intensidade de críticas em relação às tarifas e barreiras comerciais adotadas pela China contra produtos brasileiros.
Entre os nomes que se manifestaram contra as medidas americanas está Jones Manoel, que publicou vídeos classificando as tarifas dos EUA como prejudiciais ao Brasil e defendendo uma resposta do governo brasileiro.
Nas redes sociais, porém, usuários passaram a cobrar um posicionamento semelhante quando o assunto envolve medidas comerciais adotadas pela China. As críticas feitas por esses internautas se concentram no que consideram uma diferença de tratamento em relação a dois parceiros comerciais importantes do Brasil.
Até o momento, não há registro amplamente divulgado de que Jones Manoel tenha publicado conteúdo com a mesma repercussão criticando as recentes medidas comerciais chinesas contra produtos brasileiros. A ausência desse tipo de manifestação passou a ser usada por críticos como argumento para apontar um suposto tratamento desigual entre governos ideologicamente distintos.
O debate reacendeu discussões sobre coerência no discurso político de influenciadores e comunicadores. Enquanto apoiadores afirmam que cada caso possui contextos econômicos e diplomáticos diferentes, opositores sustentam que críticas ao protecionismo comercial deveriam ocorrer independentemente do país responsável pela medida.







