A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) informou que estuda a implementação de exames toxicológicos periódicos para seus militares. A informação foi confirmada pelo porta-voz da corporação, capitão Rafael Veríssimo, durante o velório da capitã Michele Leão Azevedo, morta na última segunda-feira (20).
Segundo a PMMG, o exame toxicológico já é exigido dos candidatos que ingressam na corporação por meio de concurso público. Agora, a instituição avalia a possibilidade de ampliar essa exigência para que os testes também sejam realizados ao longo da carreira dos policiais militares.
De acordo com o porta-voz, a medida ainda depende de previsão legal e de discussões com outros órgãos antes de ser implementada. “Em relação à implementação, é algo que já está em estudo pela instituição. Está sendo avaliado. Evidentemente, precisamos de uma previsão legal para isso. É uma tratativa que também precisa acontecer com outros órgãos”, afirmou.
Ainda segundo Veríssimo, a realização periódica de exames toxicológicos pode contribuir para ações preventivas, tanto no encaminhamento de militares para tratamento quanto na prevenção de situações que possam resultar em crimes. A proposta ganhou repercussão após o caso envolvendo a capitã Michele Leão Azevedo, cuja morte está sendo investigada pelas autoridades.
A possibilidade de adoção dos exames dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto alguns defendem que a medida pode fortalecer a segurança interna da corporação e prevenir ocorrências graves, outros argumentam que a implementação deve respeitar garantias legais e ser acompanhada de políticas de apoio à saúde mental e ao tratamento de dependência química dos militares.







