A ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos, mesmo após uma determinação judicial que o proibia de deixar o Brasil, provocou críticas à atuação da Polícia Federal nas redes sociais. O episódio levantou questionamentos sobre a capacidade das autoridades brasileiras de monitorar deslocamentos e impedir o descumprimento de decisões judiciais.
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio entregasse seus passaportes em até 24 horas e permanecesse em território nacional. Entretanto, o senador não entregou os documentos e, na terça-feira (27), teve sua viagem aos Estados Unidos confirmada pela imprensa. A Polícia Federal cancelou seus passaportes, mas, até aquele momento, não havia identificado registro formal de sua saída do país.
A repercussão alimentou críticas à eficiência da fiscalização brasileira. Nas redes sociais, o episódio passou a ser tratado por críticos como um constrangimento para a Polícia Federal, diante da possibilidade de um senador investigado ter deixado o Brasil sem que as autoridades conseguissem identificar imediatamente seu paradeiro. A situação também levantou dúvidas sobre a capacidade dos órgãos responsáveis de acompanhar movimentações dentro do próprio território nacional.
Apesar das críticas, a Polícia Federal já havia alertado o STF sobre o risco de Flávio deixar o país e solicitado medidas para impedir sua saída. As circunstâncias exatas da viagem e a rota utilizada ainda não haviam sido completamente esclarecidas. O caso reacendeu o debate sobre o cumprimento de decisões judiciais, a segurança das fronteiras brasileiras e a atuação dos órgãos de fiscalização.







