Quase metade dos brasileiros que nasceram nas famílias mais pobres do país continua na pobreza quando chega à vida adulta, segundo um levantamento do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS). O estudo mostra que 48% dos filhos dos 25% mais pobres permanecem nesse mesmo grupo de renda, enquanto apenas 8,3% conseguem chegar ao grupo dos 25% mais ricos.
Os dados reforçam que a mobilidade social no Brasil ainda é baixa. Em outras palavras, para muitas pessoas, nascer em uma família de baixa renda continua sendo um fator que dificulta a ascensão econômica, mesmo ao longo da vida.
E no Nordeste, a situação é pior?
De forma geral, sim. Estudos e indicadores mostram que as regiões Norte e Nordeste concentram os maiores índices de pobreza e vulnerabilidade social do país, além de apresentarem maior incidência de pobreza multidimensional. Isso não significa que todos os estados nordestinos tenham os piores resultados nesse levantamento específico, mas a região, historicamente, reúne uma parcela maior da população em situação de pobreza e enfrenta maiores desafios para promover mobilidade social.
Especialistas apontam que fatores como qualidade da educação, acesso ao mercado de trabalho, infraestrutura e desigualdade de oportunidades ajudam a explicar por que muitas famílias permanecem na mesma condição econômica por gerações. Ao mesmo tempo, estudos recentes mostram avanços na redução da pobreza em várias regiões do país, especialmente no Nordeste, embora o desafio de romper esse ciclo ainda permaneça significativo.







