O jornalista maranhense Luís Pablo entrou na mira da Polícia Federal após publicar reportagens sobre um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão utilizado por Flávio Dino e familiares durante deslocamentos particulares no estado. As matérias incluíam fotos do veículo, placa e informações relacionadas à segurança do ministro. (Folha de S.Paulo)
Segundo a investigação, o problema não teria sido apenas a publicação das reportagens. A PF sustenta que houve monitoramento e acompanhamento dos deslocamentos de Dino e de sua família, com acesso a informações consideradas sensíveis pela equipe de segurança do ministro. O caso passou a ser investigado como possível crime de perseguição. (Folha de S.Paulo)
Documentos citados na investigação afirmam que a situação teria provocado “sofrimento emocional, medo constante, sensação de vigilância permanente e perturbação do equilíbrio psicológico” de Dino.
O jornalista, porém, nega ter monitorado ou perseguido o ministro. Luís Pablo afirma que as informações chegaram até ele por uma fonte e que estava realizando trabalho jornalístico. Ele também questiona a apreensão de seus equipamentos e afirma que a medida pode atingir o sigilo de sua fonte. (UOL Notícias)
Dino, por sua vez, nega que tenha havido uso irregular do veículo e afirma que veículos de segurança podem ser utilizados em colaboração entre o STF e tribunais. (Folha de S.Paulo)
O caso gerou debate entre entidades e profissionais da imprensa sobre os limites de uma investigação de perseguição quando ela envolve reportagens, informações sobre autoridades e o direito constitucional ao sigilo da fonte. A investigação ainda está em andamento e as acusações contra o jornalista não representam uma condenação. (Folha de S.Paulo)







