Um levantamento histórico sobre os vencedores do Prêmio Nobel aponta que aproximadamente 85% dos laureados possuíam alguma filiação religiosa. O estudo foi realizado pelo pesquisador Baruch Shalev e analisou os premiados entre 1901 e 2000, com base em registros biográficos e históricos. Segundo o levantamento, cerca de 10% dos vencedores eram ateus, agnósticos ou livres-pensadores, enquanto uma pequena parcela não pôde ser classificada.
Entre os laureados que manifestaram publicamente sua crença em Deus estão nomes como William Phillips, vencedor do Nobel de Física em 1997, Charles Townes, Nobel de Física de 1964, e John Eccles, Nobel de Medicina de 1963. Em diferentes ocasiões, eles afirmaram considerar compatíveis a fé religiosa e a pesquisa científica.
O levantamento não foi realizado pela Fundação Nobel e também não significa que todos os laureados tenham declarado pessoalmente acreditar em Deus. O estudo identifica a filiação religiosa dos premiados, e não a intensidade de sua fé ou suas convicções individuais.
Ainda assim, os dados são frequentemente citados em debates sobre ciência e religião por indicarem que, historicamente, a maior parte dos vencedores do Prêmio Nobel possuía algum vínculo religioso, contrariando a ideia de que excelência científica e religiosidade seriam incompatíveis.







