O vice-presidente Geraldo Alckmin sugeriu mudar a forma como a inflação do Brasil é calculada. A ideia dele é retirar os preços da comida e da energia da conta principal da inflação.
Segundo Alckmin, itens como alimentos, gasolina e conta de luz sobem e descem muito rápido por causa de fatores como clima, dólar e crises internacionais. Por isso, ele acredita que esses produtos acabam “bagunçando” o índice e não mostram a situação real da economia.
A proposta, porém, gerou críticas. Muitos economistas e internautas lembraram que comida e energia são justamente os gastos que mais pesam no bolso da população, principalmente dos mais pobres. Para esses críticos, tirar esses itens da conta poderia dar a impressão de que a inflação está menor do que a realidade vivida pelas famílias.
Hoje, o índice oficial da inflação inclui tudo: alimentação, aluguel, energia, combustível, roupas, remédios e outros gastos do dia a dia. Até o momento, o governo não anunciou nenhuma mudança oficial no cálculo.
O debate acontece em meio à preocupação com o aumento do custo de vida e da dificuldade de muitos brasileiros em manter as contas em dia.







