A Anistia Internacional, uma organização não governamental (ONG) independente que atua na defesa dos direitos humanos, divulgou um relatório afirmando que centenas de pessoas morreram em prisões de El Salvador durante o regime de exceção adotado pelo governo para combater as facções criminosas.
Segundo a entidade, mais de 90 mil pessoas foram presas desde o início da operação, e pelo menos 470 detentos morreram até o fim do período analisado. A organização afirma que parte dessas prisões pode ter ocorrido de forma arbitrária e que alguns casos podem configurar violações dos direitos humanos.
É importante destacar que a Anistia Internacional não faz parte da ONU nem de qualquer governo. Trata-se de uma ONG criada em 1961 que realiza pesquisas e pública relatórios sobre direitos humanos em diversos países. Embora seus estudos sejam frequentemente citados por organismos internacionais, ela atua de forma independente.
Por outro lado, o governo de El Salvador contesta as críticas e afirma que as medidas foram necessárias para combater as gangues que dominavam o país. As autoridades dizem que a política de segurança reduziu drasticamente os índices de homicídios e aumentou a sensação de segurança da população.
O relatório voltou a dividir opiniões nas redes sociais. Enquanto alguns defendem que o combate ao crime deve respeitar os direitos humanos, outros afirmam que as medidas adotadas pelo governo foram essenciais para enfrentar a violência e recuperar o controle da segurança pública.







