O Nordeste, região com forte apoio a Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta um recrudescimento da inflação, que afeta severamente a população de menor renda. A elevação dos custos se concentra em produtos essenciais como alimentos, moradia, combustível e gás de cozinha, tornando a manutenção do padrão de vida um desafio para milhões de famílias.
Estatísticas recentes indicam que seis das dez capitais brasileiras com os maiores aumentos no custo da cesta básica estão localizadas no Nordeste. Em Recife, por exemplo, o valor atingiu R$ 654,62 no primeiro trimestre, com um acréscimo de quase 10% nesse período. Alimentos básicos como o feijão-carioca registraram aumentos superiores a 24% em cidades como Salvador e Teresina, e itens como carnes, leite e farinha de mandioca seguem a mesma tendência, corroendo o poder de compra familiar.
O cenário é agravado pelos combustíveis. A gasolina no Nordeste teve um salto de mais de 10% em poucas semanas, alcançando uma média de R$ 6,93 por litro. O diesel também encareceu, elevando os custos de transporte e refletindo em toda a cadeia de preços. Os aluguéis adicionam mais pressão ao orçamento; capitais como Aracaju, Maceió e Natal figuram entre as que experimentaram os maiores reajustes no país, comprometendo ainda mais a renda média per capita da região, que gira em torno de R$ 1.340.
Essa escalada do custo de vida tem um efeito direto sobre a base eleitoral de Lula. Na região que foi crucial para sua eleição, a crescente pressão econômica é percebida diariamente no supermercado, nos postos de gasolina e no pagamento do aluguel.







