Uma pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada em abril mostrou Lula com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro. A Nexus pertence ao grupo FSB, apontado em reportagens como prestador de serviços ao governo federal, o que levantou questionamentos sobre possível conflito de interesses.
O resultado chamou atenção porque outros levantamentos recentes mostraram cenário mais apertado ou até vantagem numérica de Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno, como AtlasIntel/Bloomberg, citado pelo Jota.
A diferença entre os institutos reacendeu o debate sobre transparência nas pesquisas eleitorais. Embora contrato com o governo não prove manipulação, a relação comercial aumenta a cobrança por clareza sobre metodologia, contratantes, amostra e registro dos levantamentos.
Em um ambiente político já marcado por desconfiança, qualquer pesquisa divulgada por empresa que mantém negócios com o poder público tende a ser recebida com questionamentos. Para críticos, o eleitor precisa olhar além do número final e observar quem contratou, quem executou e quais interesses podem estar em jogo.







