Nikolas Ferreira voltou a gerar repercussão nas redes sociais após afirmar que irá denunciar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o magistrado responsável por uma decisão envolvendo uma família adepta do ensino domiciliar, conhecido como homeschooling. Segundo o deputado, o casal teria sido condenado a 55 dias de prisão e ao pagamento de multa milionária por educar os filhos em casa, caso que provocou indignação entre apoiadores conservadores.
Em publicação nas redes, Nikolas afirmou: “Do mesmo jeito que eu fui para cima de um juiz que soltou um pedófilo aqui em Minas Gerais, a gente vai levar esse juiz ao CNJ”. A declaração rapidamente viralizou e reacendeu o debate sobre liberdade educacional, autoridade do Judiciário e os limites do homeschooling no Brasil.
O caso também gerou comentários políticos mais duros nas redes sociais. Alguns usuários compararam a punição aplicada à família com programas sociais mantidos pelo governo federal, afirmando existir “dois pesos e duas medidas” no país. Uma publicação que ganhou repercussão criticava o fato de famílias serem punidas por ensinar os filhos em casa “enquanto no Nordeste muitos fazem filhos só para pegar Bolsa Família”.
O ensino domiciliar segue sendo um tema altamente controverso no Brasil. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o homeschooling não é proibido, mas afirmou que a prática depende de regulamentação específica aprovada pelo Congresso Nacional. Desde então, parlamentares ligados à direita defendem a legalização do modelo, enquanto críticos argumentam que a educação escolar é essencial para a socialização e proteção das crianças.



