A comunicóloga Beatriz Lula da Silva, conhecida como Bia Lula e neta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou ter sido vítima de assédio moral e machismo por parte de um homem que, segundo ela, se apresenta como progressista e pertence ao mesmo campo político.
Em relato publicado nas redes sociais, Bia afirmou que foi chamada de “burra” e que o homem insinuou que ela teria “algum problema cognitivo”. Segundo ela, o comportamento mudou quando o interlocutor passou a tratar seu marido, Felipe, de forma respeitosa, respondendo a ele exatamente as perguntas que ela havia feito.
“Essa semana sofri assédio moral por um homem que se diz progressista e do mesmo campo político que eu. Fui chamada de burra e de que tenho algum problema cognitivo. Ele tentou me ameaçar, de certa forma. Essa mesma pessoa tratou Felipe, meu marido, como um lorde, respondendo exatamente o que eu havia perguntado”, escreveu.
Bia também afirmou que, após expor o episódio, recebeu ligações de pessoas pedindo que ela “acalmasse os ânimos”, o que considerou uma tentativa de minimizar a situação. Segundo ela, todos os envolvidos eram homens e esse tipo de comportamento reforça um ciclo de proteção entre eles.
“Todos que fizeram isso comigo são homens. É sempre o mesmo ciclo: homens defendem homens, e nós, mulheres, somos as estressadas e desequilibradas. ‘Calma’, me disseram. Anos se passaram e nada aconteceu com essa pessoa, mesmo eu tendo provas”, declarou.
Ao concluir o desabafo, Bia Lula afirmou que pretende continuar denunciando situações semelhantes e disse que resistirá às críticas por carregar o sobrenome “Lula da Silva”. O caso repercutiu nas redes sociais e gerou manifestações de apoio e críticas entre usuários com diferentes posicionamentos políticos.







