Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público aponta que o vereador Senival Moura (PT) teria sido jurado de morte por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) após um suposto desvio de recursos da organização criminosa. Segundo o relatório policial, a ameaça teria sido posteriormente retirada após a devolução dos valores que a facção considerava desviados. As informações fazem parte das investigações que apuram um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC por meio da empresa de ônibus Transunião.
A operação, realizada na última semana, cumpriu mandados judiciais e resultou na prisão do vereador. Os investigadores também afirmam que o patrimônio atribuído a Senival Moura, estimado em cerca de R$ 3,6 milhões em imóveis, seria incompatível com sua renda oficial como parlamentar, hipótese que integra a apuração sobre possível enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro.
A defesa do vereador nega todas as acusações. Em nota, os advogados afirmam que Senival Moura não possui ligação com organizações criminosas, sustentam que a valorização de seus imóveis ocorreu ao longo dos anos e dizem que a inocência do parlamentar será demonstrada durante o processo judicial.
Até o momento, não há condenação contra o vereador. O caso segue em investigação, e as conclusões apresentadas pela Polícia Civil ainda serão analisadas pela Justiça, respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa.
– Revista Oeste







