Deltan Dallagnol (Novo) foi eleito senador pelo Paraná neste domingo (4), depois de uma reviravolta judicial ocorrida praticamente às vésperas da votação. Na noite de sábado, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, havia indeferido individualmente o registro da candidatura do ex-procurador. Floriano integra a classe dos juristas do tribunal e foi reconduzido ao cargo por nomeação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2025, a partir de lista tríplice encaminhada pelo STF.
Na manhã da eleição, porém, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão e determinou que a candidatura de Deltan voltasse a constar como “deferida com recurso”, permitindo que seus votos fossem normalmente contabilizados. O mérito da controvérsia judicial ainda deverá ser analisado pelo plenário da Corte.
Nas urnas, Deltan conseguiu uma das duas vagas do Paraná para o Senado e foi oficialmente eleito para um mandato de oito anos. O outro nome eleito pelo estado foi Filipe Barros (PL). O resultado marca o retorno eleitoral de Dallagnol a Brasília depois de ele ter perdido o mandato de deputado federal em 2023 por decisão da Justiça Eleitoral.







