A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, voltou a chamar atenção ao explicar por que utiliza a classe executiva durante viagens internacionais. A declaração repercutiu nas redes sociais e também foi destacada pelo jornalista Luiz Bacci.
“Não posso andar de econômica, tem que ser executiva, é questão de segurança”, afirmou Janja durante entrevista ao podcast Frente a Frente, da Folha de S.Paulo e do UOL.
Segundo a primeira-dama, a escolha não seria uma questão de conforto pessoal, mas estaria relacionada aos protocolos de segurança que precisa seguir por estar acompanhada pela Polícia Federal. Janja afirmou que, se dependesse exclusivamente dela, não precisaria sequer andar com segurança, mas ressaltou que existem regras que devem ser cumpridas.
A declaração foi dada enquanto Janja respondia às críticas relacionadas aos gastos de suas viagens internacionais. Ela contestou a fama de “gastadeira” atribuída por adversários e afirmou que, muitas vezes, despesas de toda uma comitiva acabam sendo colocadas em sua conta no debate público.
Janja também classificou como “misoginia pura” parte das críticas que recebe e argumentou que algumas delas seriam utilizadas politicamente para atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As viagens internacionais da primeira-dama têm sido alvo frequente de questionamentos da oposição. Janja, por outro lado, sustenta que suas agendas são de trabalho, que os gastos são públicos e que seus deslocamentos obedecem aos protocolos estabelecidos para sua segurança.
A justificativa para não utilizar a classe econômica, entretanto, voltou a provocar debate nas redes sociais, principalmente entre internautas que questionam os custos das viagens oficiais e aqueles que defendem que as exigências de segurança precisam ser consideradas.






