O PSOL oficializou a candidatura de Luiza Erundina para disputar uma vaga de deputada estadual por São Paulo nas eleições de 2026. Aos 91 anos — e prestes a completar 92 em novembro —, a ex-prefeita da capital paulista deixa a disputa pela Câmara dos Deputados para tentar uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
O anúncio rapidamente repercutiu nas redes sociais e gerou intenso debate entre apoiadores e críticos da veterana política. Entre os comentários, chamou atenção a frase de internautas que questionaram: “Não larga a mamata?”, em referência ao fato de Erundina permanecer na vida pública após décadas ocupando cargos eletivos.
Luiza Erundina é uma das figuras mais conhecidas da esquerda brasileira. Assistente social de formação, foi prefeita de São Paulo entre 1989 e 1992, além de exercer mandatos como vereadora, deputada estadual e deputada federal. Filiada ao PSOL desde 2016, tornou-se uma das principais lideranças históricas do partido e acumula décadas de atuação política.
Para seus apoiadores, a candidatura representa a continuidade da experiência e da atuação política de uma parlamentar considerada influente dentro da esquerda. Já os críticos argumentam que o cenário político brasileiro deveria abrir mais espaço para renovação, defendendo que políticos com longas carreiras deem lugar a novas lideranças.
A candidatura também chama atenção pela idade da ex-prefeita. A legislação brasileira estabelece idade mínima para concorrer a cargos públicos, mas não prevê idade máxima para disputar eleições, desde que o candidato esteja em pleno gozo de seus direitos políticos.
Com a oficialização da candidatura, Erundina buscará agora conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa paulista, em uma eleição que promete reunir nomes tradicionais e novas lideranças na disputa pelo Legislativo estadual.







