O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de centenas de publicações que associavam Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Segundo registros do processo citados pelo Diário Carioca, a decisão sobre a lista ampliada foi tomada cerca de 65 minutos depois de a campanha do candidato acrescentar mais de mil endereços digitais à ação.
Somente no X, a ordem alcançou 1.022 links. Também foram incluídos 54 conteúdos do TikTok, 42 do Instagram, quatro do Facebook e três do YouTube. Entre os perfis atingidos estão os de Erika Hilton, Leonardo Boff, Jean Wyllys, Rogério Correia, Ivan Valente, Pedro Rousseff e o perfil oficial do MST. Mendonça entendeu que determinados conteúdos ultrapassavam a crítica política e apresentavam como fato uma informação que classificou como falsa ou gravemente descontextualizada.
A controvérsia envolve o Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado pelo então deputado Victório Galli e arquivado em 2008. Flávio Bolsonaro não foi autor da proposta e negou que pretenda retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A defesa de Antonio Tabet, uma das partes atingidas inicialmente pela decisão, contestou a medida e afirmou que recorrerá, argumentando que houve restrição indevida à liberdade de expressão.








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